segunda-feira, 13 de maio de 2013

PEDRO FOI REPREENDIDO


E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pequena fé, por que duvidaste? Mateus 14.31

Não nos podemos esquecer de que Pedro era um homem igual a qualquer outro. Nem o fato de ter-se tornado discípulo de Jesus o fez diferente de nós. A tempestade no mar era fora do comum, e, com isso, os discípulos se alarmaram ao ver alguém andando sobre as águas. Jesus os acalmou dizendo ser Ele e, por um instante, sem pensar no que falava, Pedro disse que, se Ele fosse realmente o Mestre, mandasse-o caminhar sobre as águas ao Seu encontro.
Há coisas que pedimos a Deus sem medir as consequências. Ora, se o Senhor dá as instruções sobre algo e há fé no coração, podemos pedir tal coisa. Mas, se alguma outra razão nos impele a solicitar a ajuda divina, devemos evitar o pedido. Nesse caso, temos de louvar Pedro por ter andado sobre as águas; mas, ao mesmo tempo, pensar nas palavras que Jesus lhe disse, pois parecem uma “bronca”.
Ninguém deve se atrever a fazer o que pensa; porém, se o Mestre responde que podemos fazer o mesmo que Ele faz, nem de longe devemos aceitar que não conseguiremos – seja andar sobre as águas ou no meio do fogo. O que o Senhor nos ordena que realizemos já foi providenciado por Ele. Se deixarmos de crer ou duvidarmos, nós Lhe desagradaremos e, com isso, também poderemos ser repreendidos.
O Senhor destinou aos homens a missão de pregar o Evangelho (Mc 16.15), por isso não nos podemos furtar de ir aonde Ele nos envia. Se estivermos cumprindo Sua vontade, estaremos em Suas mãos. O que Pedro experimentou ao andar sobre as águas nenhuma outra pessoa havia feito. No entanto, ao reparar na força do vento e sentir que poderia naufragar, ele deixou o medo entrar em seu coração e começou a afundar.
Quem estiver sendo guiado pelo Altíssimo, cumprindo algo que Ele mandou fazer, nunca deve reparar nas circunstâncias à sua volta, nem deixar o medo, a dúvida e nenhum outro sentimento invadirem seu coração; do contrário, fará com que a mão divina se retire de sua vida e, então, como um mero homem, não conseguirá realizar nada. A atitude de Pedro fez com que ele fosse merecedor da repreensão.
Para agradar a Deus e ser vencedor, jamais recue na caminhada da fé, pois você ficará sozinho. Obedecer ao que o Senhor lhe diz é a melhor maneira de glorificá-Lo. Portanto, não se apresse a falar com Deus. Primeiro, ouça, medite e, então, quando souber qual é a vontade dEle, tome a sua posição. Após ter determinado que se cumpra o que o Senhor lhe diz, fique firme e inabalável, pois você está dentro da vontade divina.

domingo, 12 de maio de 2013

O HOMEM NO ESTADO NATURAL


Atende ao meu clamor, porque estou muito abatido; livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu. Salmo 142.6

Na tradução atualizada, a expressão muito abatido é traduzida por muito fraco. Esse é o retrato do homem natural, quando não tem a assistência do Espírito de Deus. As lutas do dia a dia, as tentações e as decepções conseguem abater aqueles que não sabem tirar da fraqueza força. A saída é clamar ao Senhor para que atenda ao nosso clamor e nos livre dos nossos perseguidores, os quais são mais fortes do que nós.
Clamar a Deus não significa propriamente gritar em voz alta, mas exprimir um pedido firme e profundo, proveniente do nosso interior, com mais força que o grito natural. Essa é a oração que, fundamentada no que Deus fala em Sua Palavra, é atendida. Sem dúvida, foi assim que Ismael, filho de Abraão e Agar, orou no deserto em busca da ajuda divina, e foi sob a direção do Senhor que Davi escreveu o pedido desse Salmo.
Os adversários de Davi não eram mais fortes do que os nossos, e o salmista aprendeu que o clamor o ajudaria a se livrar deles. Ora, os que não fazem tal pedido caem nas mãos desses seres perversos, cujo propósito é matar, roubar e destruir (Jo 10.10a). O Altíssimo sabe de tudo o que ocorre conosco e, quando oramos a Ele pedindo ajuda, Ele pode entrar em ação e nos libertar. Deixar de clamar é o mesmo que decretar a própria derrota.
Se o perseguidor moral ataca uma pessoa, não adianta ela ficar dizendo que não vai cair. Quando ele vem para tentar alguém, traz consigo as ferramentas do Inferno que já fizeram muitos sucumbirem à tentação; ao mesmo tempo, os demônios são enviados para cumprir o plano de Satanás. O perseguidor só não acabará com a pessoa que ele pretende oprimir, se ela clamar a Deus, o qual, prontamente, irá socorrê-la.
Da mesma forma age o perseguidor da área financeira. Se você não se livrar dele, sua vida será tão miserável, que você chegará a amaldiçoar a Deus, que nada tem a ver com a sua infelicidade. O remédio inicial é ver onde você caiu, ou que porta abriu para o diabo se aproximar. Isso é possível pela Palavra. O ato seguinte é abrir o coração e pedir a ajuda divina, pois o Senhor é Refúgio, Fortaleza e Socorro (Sl 18.2).
Por fim, quando há perseguidores, você se sente fraco espiritualmente; então, sem forças e sem poder, não consegue resistir. Contudo, ao clamar ao Pai, no mesmo instante, Ele começa a fortalecer você; então, com a fé firme, repreenda toda força infernal. Sem dúvida, os que colocam a fé no Todo-Poderoso são fortificados de tal modo que o inimigo, por mais preparado que esteja, será envergonhado e derrotado.