sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Carnal ou espiritual?


Pr. Joseph Gomes


E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis; porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens? (1 Co 3.1-3)

Sem examinarmos o Texto Sagrado, ao sermos interrogados se somos carnais ou espirituais, prontamente responderíamos: “Sou espiritual”. Mas, se percebermos que qualquer atitude descrita no texto acima habita em nós, então, somos carnais.
A passagem bíblica de 1 Coríntios 3 fala de coisas que qualificavam os cristãos da época como carnais, como a inveja e a contenda. O livro de Provérbios registra: Estas seis coisas aborrecem o SENHOR, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos (Pv 6.16-19).
Como cristãos, devemos nos atentar à Palavra de Deus, pois, assim, viveremos melhor e conseguiremos estar em paz com todos.
Se as atitudes descritas em Provérbios existem em você, peça a ajuda de Deus. Ore, hoje mesmo, e peça perdão a Ele.

CASAMENTO PERFEITO


E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias. E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás o SENHOR.  

                                                                                                                          Oseias 2.19,20

O Senhor compara a um casamento nossa filiação à Sua família. Em Sua Palavra, o Criador declara que odeia o divórcio (Ml 2.16). Então, independentemente do que tenha acontecido, vá a Ele e confesse o seu erro. Como Zaqueu, componha-se com quem você defraudou, e, então, Ele diz que não Se divorciará de você. Não há como uma pessoa ser separada de Deus, a menos que o queira, pois Ele já adiantou Sua decisão: o Seu casamento conosco é para sempre.
Oseias foi usado de modo rigoroso para nos dar lições preciosas. Os que se sentem enjeitados pelo Senhor devem observar que Ele fez tudo isso para ajudar aqueles que o demônio levaria ao erro e, depois, iria convencê-los de que não há mais perdão para eles. Se este for o seu caso, ore agora mesmo, agradecendo ao Pai por tamanha misericórdia. O Altíssimo o quer de qualquer modo; para isso, Ele próprio desfará suas iniquidades (Is 44.22).
Nosso casamento com o Salvador foi feito em justiça, na obra dEle no Calvário. O preço pago foi muito alto – a própria vida de Jesus (Is 53.4,5). Por isso, aquele que crê, ainda que se tenha afundado no pecado, não deve permitir que Satanás o convença de que não lhe resta mais alternativa, a não ser caminhar para a perdição. Você já está casado com o Senhor, e, ao confessar e abandonar seu erro, Ele não o despedirá.
O ato que o libertou do inimigo foi realizado; por essa razão, as dívidas passadas já foram pagas. Entretanto, se voltou a cair, agora mesmo reconheça seu erro, aceite o perdão do Senhor e se assuma de novo na Palavra. O poder do Pai está ao seu lado para ajudá-lo a se livrar completamente do laço do passarinheiro (Sl 91.3). De agora em diante, o que fizer com essa revelação determinará seu futuro. Então, livre-se do erro!
O Senhor ainda declara que Seu casamento conosco foi feito em benignidade – bondosa esperança e misericórdia. Ele não procurou algo bom em nós para que pudéssemos ser desposados, mas, ao contrário, mesmo vendo o que éramos, desposou-nos. Para isso, Ele usou toda a Sua misericórdia. Agora, não há mais jeito: somos dEle. O inimigo pode falar o que quiser, mas nossa união com o Criador é fato que durará pela eternidade.
Por fim, o Senhor declara que também nos recebeu como parte de Seu ser em fidelidade; por isso, Ele jamais nos abandonará. Agora, o que temos de fazer é conhecê-lO como a nossa Metade que nos dá todo o valor de que precisamos. Ele é maravilhoso, não é?