Então, disse o SENHOR a Moisés: Agora verás o que hei de fazer a Faraó; porque, por mão poderosa, os deixará ir; sim, por mão poderosa, os lançará de sua terra.
Êxodo 6.1
A paciência divina estava esgotada com relação a Faraó, rei do Egito. Por anos, esse servo do mal oprimiu os filhos de Israel e desonrou o que seus antecessores prometeram a José, quando este fora usado para preservar aquele país da fome que o destruiria. Entretanto, Deus é testemunha de toda promessa feita a quem Lhe pertence; além disso, os votos – independentemente de serem de amizade ou de casamento – são sagrados e não podem ser violados.
O Altíssimo Se pôs em ação para tirar das mãos de Faraó os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. O Senhor havia feito uma Aliança com seus pais, dizendo que seria inimigo dos seus inimigos (Êx 23.22). Em outras palavras, o Senhor “cobraria a conta”, exigindo o pagamento de qualquer injustiça feita contra os que descendessem de Seus servos. Ele estenderia Sua mão para mostrar o quanto é perigoso se meter com quem está protegido pela Aliança.
Coitado do indivíduo em quem Deus decide executar Sua justiça! Sem dúvida, por muitas e muitas vezes, o Pai celeste deu àquele monarca a oportunidade para abandonar a maldade, mas, como ele não se emendou nem se deixou ser admoestado, pagaria por isso. Cuidado! Se você tem feito algo contra alguém que serve ao Criador, está em situação ruim, pois seu julgamento pode começar a qualquer hora.
O Criador vê a maldade que muitas pessoas cometem contra Seus servos. Assim, é como se Ele desse um tempo para se arrependerem, mas, algumas delas, em razão da paciência e misericórdia divinas, acreditam que o Senhor não é o que promete ser. Até que, um dia, a mão poderosa de Deus pesa sobre elas e, então, não haverá mais cura. Quando o Todo-Poderoso entra em ação, não há quem O consiga parar, pois, ao se esgotar a paciência divina, Sua ira começa a agir.
Quem abusa dos que servem ao Pai, oprime-os ou pratica qualquer outra maldade com eles deve preparar-se, porque, mais cedo ou mais tarde, o castigo virá. Deus cobrará todo ato mau feito contra Seus servos, desde o sangue de Abel até o menor deles (Lc 11.49-51). Independentemente de você se esconder atrás de qualquer título, seja sábio e se arrependa; componha-se diante de quem você prejudicou, pois o Senhor estás prestes a fazer justiça a quem clama a Ele dia e noite.
O Altíssimo declarou que o próprio Faraó lançaria Seu povo fora, pois a mão divina operaria contra ele. Não brinque com o Todo-Poderoso. Ele proibiu que outros tocassem nos Seus ungidos, na glória e na honra deles. Então, será que alguém pode ir contra o Senhor? Procure aquele que você ofendeu e busque o perdão dele, pois a justiça divina vingará tal pessoa.
domingo, 2 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
VOLTA PROIBIDA
E Abraão lhe disse: Guarda-te, que não faças lá tornar o meu
filho.
Gênesis 24.6
O patriarca dos hebreus estava com cerca de 140 anos quando
sentiu que deveria mandar buscar uma noiva para seu filho, na sua terra. Ele
havia obedecido a Deus, no entanto, a vida não era fácil para ele nem para seu
descendente. Isso demonstra que a trajetória do servo do Senhor sempre é feita
de desafios, mas quem teme o Altíssimo deve esperar a direção divina, que, sem
dúvida, vem no tempo certo.
Abraão guardava no coração a ordem divina de sair de sua
terra e parentela. Deus queria Seu servo distante do que faziam as pessoas da
sua terra natal, para que não se contaminasse com o que existia por lá. O amigo
de Deus deveria seguir a direção dos Céus e nunca retroceder, pois, se o
fizesse, não agradaria a quem o chamara para tão nobre missão. Além disso, sua
obediência colaborava com o plano redentor do Senhor.
A proibição se estendia ao seu descendente, Isaque. A volta
para o local de onde havia saído poderia ser uma armadilha. Há muitos que se
perderam na fé por terem voltado “aos seus”. Quem retrocede na fé não agrada ao
Altíssimo; por outro lado, os que são chamados devem caminhar rumo ao alvo,
para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp 3.14b).
As ordens divinas jamais são anuladas ou canceladas. Por
isso, Abraão compreendeu que não podia voltar para sua terra, nem sua
descendência deveria fazê-lo. Quem foi convocado para ser parte do povo de Deus
deve cuidar para que nem ele nem os que descendem dele voltem às práticas que,
no mundo, são normais. O Senhor exige dos Seus servos responsabilidade aos Seus
mandamentos.
O casamento, a educação, a profissão e o que fazem os nossos
filhos são parte da nossa responsabilidade. Abraão sabia que Isaque não deveria
casar-se com uma mulher de outra raça; por isso, não transigiu a ordem divina.
O patriarca deu instruções precisas ao servo que enviou à sua parentela:
encontrar a mulher certa para compor a família de Abraão e ser parte de sua
bênção. Ora, o casamento do salvo com quem não pertence à família de Deus é
proibido por Ele (2 Co 6.14).
Abraão orientou seu servo a ter cautela, pois aquela era uma
missão de fé. Ele deveria ficar sensível à direção divina, que o levaria ao
encontro da escolhida; a noiva também seria parte do plano celestial. Até nos
dias de hoje, quem obedecer ao Senhor verá que Ele jamais deixa de cumprir Sua
Palavra. Logo, o que crê nunca deve apressar-se, mas, com firmeza, seguir a
direção até que veja cumprida sua missão.
O servo de Abraão seguiu à risca o traçado de seu senhor.
Assim, voltou com Rebeca, que – ao ver Isaque de longe, o qual saíra para orar
no campo – sentiu ser ele o escolhido de Deus. É muito bom quando dois corações
sentem o pulsar do Senhor ao mesmo tempo e, então, com temor e tremor,
recebem-se como marido e mulher, honrando a chamada divina.
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