quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DOS ESTATUTOS E DOS ENSINOS

Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR, Deus de vossos pais, vos dá. 
                                                                                                                   Deuteronômio 4.1

Nos tempos bíblicos, o Altíssimo usou Moisés para chamar a atenção de Israel a respeito do conjunto de leis que Ele deu ao Seu povo e das declarações sobre a posição dos israelitas diante de todas as coisas, nos Céus e na Terra. Hoje, a Igreja do Senhor Jesus é o povo de Deus. Devemos imediatamente aceitar e cumprir a revelação quando o Altíssimo nos faz entender alguma proibição, quando manda que façamos algo ou fala do que somos ou temos em Cristo.
De acordo com a passagem de Deuteronômio 4.1, ao ouvirmos o que a Palavra declara, de pronto alcançamos três grandes bênçãos: entrar na terra que o Senhor nos dá, possuí-la e viver nela. Quem não atenta para o que o Espírito Santo faz chegar ao seu conhecimento deixa de ser um instrumento da justiça divina, e, então, as setas enviadas pelo maligno conseguem atingi-lo. Muitos cristãos têm sofrido diversos ataques infernais, e o pior é que tais pessoas não estão sequer interessadas em mudar seu modo de vida. É triste, mas elas continuarão indo de mal a pior.
A primeira razão de Israel ter de ouvir e cumprir o que lhe fosse revelado era para que entrasse na Terra da Promessa. Ora, Canaã é comparada ao mundo espiritual – o Reino de Deus, onde entramos quando obedecemos à revelação da Palavra. Existem muitas pessoas apenas na porta da casa do Senhor, por isso não desfrutam de conforto, prosperidade, amor e demais bênçãos a que têm direito.
Nossa segunda incumbência é viver a Verdade, esse Reino fantástico, no qual seremos libertos de todas as opressões. Infelizmente, porém, grande parte do povo de Deus não quer, de fato, a libertação. Muitos estão satisfeitos, por exemplo, com os problemas, as dores e a escassez de recursos; por isso, jamais entram no Celeiro do Senhor para desfrutar das bênçãos que estão lá à espera deles.
Outra responsabilidade que temos é a de possuir a terra; para isso, não podemos deixar o inimigo impedir nosso avanço. De fato, isso não poderá acontecer porque a Palavra declara em Hebreus 10.39a: Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição. Há quanto tempo você espera pela resposta divina? Não é hora de dar um basta no que não presta e possuir a terra – o mundo das promessas de Deus? Por que se contentar com tão pouco, se o Senhor lhe deu o Seu tudo?
O Pai celeste quer que tenhamos uma vida digna, vitoriosa e realizada (Jo 10.10). Diante disso, seja diligente, pois quem não se tornar um servo obediente jamais terá o Senhor, de fato, como supridor de suas necessidades.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O LIMITE DA IRA

E Moisés, ouvindo isto, Arão foi aceito aos seus olhos. 
                                                                                                     Levítico 10.20

O coração do homem que teme ao Senhor, por mais santo que seja, fica irado com o que é errado. Entretanto, ao mesmo tempo em que a revolta preenche o nosso interior, precisamos lembrar-nos de que, muitas vezes, também fazemos o que não agrada a outras pessoas (Mt 7.3-5; Lc 6.41,42). Observando o que declara a Santa Palavra, podemos ajudar quem desliza na fé a se recuperar. O que não devemos é deixar o inimigo nos tornar agentes de sua vontade, já que somos autorizados a cumprir somente os planos divinos.
Sabemos que não há ninguém perfeito, mas todos devem buscar a perfeição (Mt 5.48). Por isso, precisamos ser zelosos com os assuntos divinos; de outro modo, seremos responsáveis pelos escândalos que certamente virão (Mt 18.7). Além disso, não podemos ser a causa do tropeço de nenhum débil na fé. Portanto, ao flagrar alguém em determinado erro, vigie para não exceder na ira e não ser achado culpado pelo que poderá suceder ao transgressor (Ef 4.26).
A santidade é uma virtude que todos devem buscar, e, para consegui-la, temos de nos esforçar e nunca utilizar a porta larga (Mt 7.13). Assim, tendo em mente que só devemos entrar e sair pela porta estreita – a divina Palavra –, antes de emitir qualquer julgamento, comprove se as coisas são como parecem. Nunca é bom tomar uma decisão sem refletir no que Deus diz sobre o assunto, pois quem fala de acordo com os oráculos divinos jamais irá equivocar-se.
Ora, em casos de difícil resolução, é preciso ouvir com atenção todas as explicações, porque, nem sempre, a verdade é o que parece ser. Também devemos ter cuidado para não sermos intransigentes com as pessoas, irando-nos a ponto de agir como um juiz. Lembre-se de que, se algum mal ocorresse conosco, certamente, gostaríamos que nos tratassem com brandura ao sermos repreendidos.
Na verdade, os únicos capazes de decidir um caso com justiça são os que conferem com a Palavra de Deus aquilo que ouvem; porém, todo cuidado é pouco. Para saber se as justificativas de um erro são plausíveis, verifique se elas satisfazem o coração magoado. Então, se sentir que a verdade ainda não foi totalmente dita, não se precipite em dizer que a pessoa obteve perdão. Isso porque ela pode convencer-se de que foi fácil ser perdoada, continuando na mentira, que irá levá-la à perdição. 
Os que mentem mostram que não estão arrependidos e que podem ter sentido apenas um grande remorso. No entanto, os que erram e realmente se arrependem são perdoados e jamais se esquecem do favor concedido. Além disso, quando alguém deseja o perdão, confessa tudo, independentemente do preço a ser pago, pois o que mais deseja é se livrar do erro. Não se esqueça de que, no Dia do Juízo, todo erro será revelado, mas não haverá mais perdão (2 Pe 2.1-4). Portanto, arrependa-se agora e livre-se da ira que, porventura, habita em você.