quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Aprendendo a crer

E tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis. (Mateus 21.22)

 Esta é uma grande promessa feita pelo Senhor. Porém, aprender a crer não é tão fácil. Ter fé é não duvidar, mas acreditar nas promessas de Deus e tê-lO como fiel no cumprimento de Sua Palavra, independentemente das circunstâncias. A Bíblia relata que Abraão desprezou as circunstâncias e creu na promessa (Romanos 4.16-21). É importante lembrar que a vontade de Deus jamais diverge de Sua Palavra. Podemos orar com confiança, certos de que aquilo que entendemos ser nosso – pela leitura da Palavra – nos pertence. Orar não é dizer a Deus o que deve ser feito, mas comunicar a Ele as nossas necessidades e os desejos do nosso coração. É confiar que Ele sabe o que faz e que, certamente, irá responder-nos, em Seu tempo e da Sua maneira. Cabe a nós, entretanto, pedir com fé, ou seja, confiando em Suas promessas. Todo o restante Ele fará por nós!
                                                                                                                               Pr. Joseph Gomes

QUANDO OS FILHOS SE CORROMPEM


Assim, se contaminaram com as suas obras e se corromperam com os seus feitos. 
                                                                                                                             Salmo 106.39

Que vergonha para os filhos de Israel! Com a mão forte de Deus, eles tinham sido tirados do cativeiro no Egito, como em uma cena de cinema, e visto Sua glória como ninguém antes havia contemplado. Mesmo assim, isso não foi suficiente para que o povo se desviasse do pecado. Mais tarde, quando os descendentes dos ex-escravos tomaram posse da terra da promessa, deixaram-se corromper pelas mentiras do inimigo e envergonharam o Senhor, que os tratara com tanta benignidade. Eles caíram por não se firmarem nas divinas promessas. 

O erro começou quando Israel, ao tomar posse de Canaã, não exterminou os povos que ali habitavam. Por séculos, o Senhor lidou com aquelas nações que não Lhe quiseram dar ouvidos. Então, chegou o dia em que Ele disse: “Basta!”. O Altíssimo dera aquela terra ao Seu povo para que tivesse sucesso na nova pátria, orientando-o a exterminar todos aqueles perversos moradores. Mas não foi isso que aconteceu, pois Israel se deixou levar por outras razões.

Os israelitas se mesclaram àquelas pessoas e, além disso, aprenderam a fazer as mesmas coisas que faziam. Dessa maneira, a paciência do Senhor se esgotou. Não temos de exterminar ninguém fisicamente, pois a nossa guerra é espiritual (Ef 6.12). Muitos, porém, têm-se misturado aos perdidos, aprendendo a fazer o mesmo que eles sempre fizeram. Coitado de quem se comportar desse modo, pois terá de prestar contas ao Senhor e pagará um preço por seu comportamento! 
Como resultado por não ter ouvido a voz de Deus, o Seu povo, ainda hoje, tem cultuado ídolos – o que lhe tem servido de laço – e imolado seus filhos e suas filhas aos demônios (Sl 106.36,37). De fato, não é pequeno o número de filhos de cristãos frequentando boates, usando drogas e vivendo em promiscuidade sexual. Por que fazem isso, se seria bem melhor obedecer ao Todo-Poderoso? Ao consentirem nesses erros, os pais estão sacrificando seus filhos aos demônios, e, por isso, grande parte já se tem perdido completamente e é ceifada em acidentes ainda em tenra idade. A loucura de muitos pais não os deixa ver a verdade. Que herança estamos deixando para a próxima geração!
O que se tem visto é um egoísmo desenfreado. Além disso, o Evangelho está sendo contaminado com o sangue dos filhos. Poucos estão buscando o Reino de Deus e a Sua justiça em primeiro lugar (Mt 6.33 – ARA). Na maioria dos casos, as pessoas estão unindo-se ao demônio em razão da maldade que cometem a si mesmas. O perigo que corre a nossa geração é real, como foi no passado.
Os israelitas não ouviram a voz de Deus, já que estavam envolvidos pelo espírito da sedução. Há muitos andando no caminho do erro, pois o que lhes interessa é amealhar mais e mais, obter fama e admiração. No entanto, quem não cuida da herança do Senhor (Sl 127.3) é pior do que os incrédulos.